Inovação que é mais do que superficial

A cultura corporativa orientada por ideias da Dermalogica levou a ferramentas de ensino de alta tecnologia e melhorias em sustentabilidade

 Inovação que é mais do que superficial
A Dermalogica usa modelos faciais gerados por computador e tecnologia de realidade virtual para criar ferramentas poderosas de treinamento de funcionários.

A grande promessa da tecnologia do metaverso é um mundo em que a realidade virtual impacta a forma como aprendemos e interagimos uns com os outros. Um exemplo, em uso agora, é como a empresa global de cuidados com a pele Dermalogica está utilizando essa tecnologia para treinar terapeutas de pele em todo o mundo.



Usando um software chamado Metahuman Creator – que permite aos designers criar rostos fotorrealistas com uma ampla variedade de recursos e tons de pele – a equipe de educação global da Dermalogica desenvolveu “Natalia”, um avatar cuja aparência muda para mostrar como a pele e os músculos faciais mudam ao longo do tempo.

A ideia de Natalia veio de um lugar inesperado: uma funcionária do departamento de vendas da empresa. Um jogador ávido, ele viu o potencial no uso de software de jogos para educação da pele. A Dermalogica promove uma cultura de desenvolvimento de habilidades na qual os funcionários são incentivados a buscar ideias fora de seu caminho. “Um dos nossos princípios orientadores é que a inovação pertence a todos na organização. Temos indivíduos que podem pensar por si mesmos e seguir as ideias que têm”, diz Aurelian Lis, CEO da Dermalogica.



Os terapeutas de pele da Dermalogica, associados de varejo e parceiros de marca usam o Natalia para ajudá-los a melhorar a experiência do cliente e do cliente. Esse uso pioneiro da tecnologia metaverse - e a cultura corporativa na qual foi concebida - rendeu à Dermalogica um lugar no Empresa Rápida lista dos melhores locais de trabalho para inovadores.

INOVAÇÃO GERADA POR HUMANOS



Fundamental para o sucesso da Dermalogica é o prêmio que a empresa coloca em encontros cara a cara, diz Lis. Os funcionários corporativos são incentivados a deixar o escritório – para viajar para conferências do setor ou visitar fornecedores – a cada dois meses. Essas viagens ajudam os funcionários a se manterem conectados às pessoas que atendem e a identificar e resolver melhor os problemas que nem sempre são visíveis apenas por meio da comunicação digital.

A empresa também incentiva “conferências de growth hacking” onde os gerentes seniores testam e aprendem o software usado em toda a empresa. Esses eventos ajudam os participantes a obter uma compreensão holística de como a tecnologia é usada em todos os departamentos. “Precisamos garantir que todos os nossos funcionários conheçam profundamente suas áreas”, diz Lis. “Se você não sabe como uma coisa funciona, você nunca vai conseguir inovar nela, porque é uma caixa preta.”

Além da inovação digital, a empresa está focada em inovações tangíveis que podem beneficiar não apenas os resultados da empresa, mas também o mundo em geral. Para esse fim, a Dermalogica priorizou o fornecimento de embalagens e ingredientes sustentáveis ​​que afetarão produtos e processos globais.



Um dos resultados dessa iniciativa são as embalagens monomateriais totalmente recicláveis. Por exemplo, bombas usadas em produtos para a pele – com vários componentes feitos de plástico, metal e outros materiais não recicláveis ​​– há muito representam desafios de sustentabilidade.

Por meio de uma parceria com uma empresa de embalagens de consumo, a Dermalogica desenvolveu uma bomba totalmente reciclável que permite que toda a garrafa seja reciclada sem problemas. A bomba também é resistente o suficiente para não precisar ser transportada em um saco plástico, reduzindo ainda mais o desperdício.

“Este é outro grande exemplo”, diz Lis, “de como a criação de uma cultura de inovação na empresa pode realmente ser importante para o mundo”.